Com o argumento de que o Banco precisa se adequar às novas tecnologias da informação e comunicação (TICs), os representantes da diretoria do Banrisul apresentaram dados relativos aos caixas fixos em todo o Estado, mas sem detalhar os critérios utilizados na definição de quantos serão mantidos em cada agência.
Com relação ao retorno dos empregados do grupo de risco da Covid-19, o Banco se comprometeu a não chamar de volta ao trabalho presencial aqueles com mais de 60 anos e portadores de doença crônica.
Nesta terça-feira, 19/1, a partir das 13h30, as negociações serão retomadas. Os dirigentes sindicais esperam respostas para assuntos ainda pendentes, bem como a superação do impasse criado na reunião de 12/1, quando Banco retrocedeu em várias propostas sobre às quais já havia consenso. O objetivo da reunião é finalizar os acordos coletivos do teletrabalho e do ponto eletrônico, e conhecer a nova redação do edital de eleição do representante dos empregados ao Conselho de Administração do Banco.

De caixa fixo a caixa eventual
Segundo levantamento apresentado pelos representantes do Banrisul, para suprir a necessidade de suas agências, são necessários apenas 954 caixas fixos.
O Banrisul informou, ainda, que 167 colegas foram descadastrados de suas funções de caixa e já estão engajados no projeto Horizontes, programa de requalificação profissional. Esse processo atende à cláusula 39 do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) que assegura gratificação de caixa por nove meses e cursos de requalificação profissional aos caixas que perderem a função.

Na última reunião, porém, dirigentes de vários sindicatos do Estado denunciaram casos ocorridos em agências de suas bases, que sugerem que o Banco estaria preparando a substituição de “caixa efetivo” por “caixa eventual”.
O Banco se comprometeu a evitar que esta prática continue ocorrendo, mas antecipou intenção de pagar a gratificação de caixa apenas proporcional aos dias em que o empregado efetivamente exercer a função. Paralelamente, já se sabe que há caixas descredenciados, no programa de requalificação, que estão trabalhando como “caixas eventuais”.
Diante da denúncia, os representantes do Banco garantiram que a orientação é colocar os colegas em outras funções, e que os gestores não podem realizar o descadastramento de caixas.
Os dirigentes advertiram que a política de descadastramento de caixas está desgastando a imagem do Banrisul como banco público. Já há discussões em filas e descontentamento pela demora no atendimento em agências do interior e da capital, um problema particularmente preocupante em tempos de pandemia da Covid-19.

Grupo de risco
Um anúncio, anterior à reunião do dia 12/1, que preocupou os dirigentes, diz respeito ao chamamento de colegas afastados de suas funções por serem do grupo de risco da Covid-19: pessoas com mais de 60 anos e portadores de doenças crônicas, como diabetes e pressão alta. Sobre essa denúncia, o Banco afirmou que a intenção não é chamar os colegas afastados para o trabalho presencial, mas para que comprovem a situação declarada no início da pandemia. Segundo os representantes do Banrisul, os colegas do grupo de risco serão orientados a procurar o SESMT, em razão da proximidade dos exames periódicos obrigatórios.
Na sexta-feira, 15/1, o Banco já enviou email aos empregados do grupo de risco detalhando o procedimento para envio de documentação via online.
O Banco também anunciou que vai colocar o médico do trabalho do Banrisul à disposição desses colegas, assim como a telemedicina do Moinhos de Vento, hospital conveniado do Banrisul. Disse, também, que vai aceitar laudo de “qualquer médico” que ateste impossibilidade de trabalho durante a pandemia.
Por sua vez, os representantes dos trabalhadores reivindicaram que o Banco garanta condições de trabalho para aqueles que desejarem voltar a desempenhar suas funções em casa, e que os sindicatos pretendem fiscalizar esse processo. Também alertaram que o Banrisul tem um perfil diferente de cliente, que costuma procurar atendimento presencial nas agências, e que, por isso, é preciso ter cuidado redobrado com a saúde dos colegas do grupo de risco.

Como representantes dos Banrisulenses, também participaram da reunião: Denise Falkenberg Corrêa (Fetrafi-RS), Mariluz Carvalho (SEEB Santa Cruz do Sul), Gerson Kunrath (SEEB Vale do Caí), Ana Maria Silva (SEEB Lajeado), Luciano Fetzner (presidente do SindBancários), Cleberson Pacheco Eichholz (presidente do Sintrafi, Sindicato de Florianópolis e Região), Fábio Soares Alves (Fetrafi-RS), Ana Maria Betim Furquim (Fetrafi-RS) e o assessor jurídico Milton Fagundes.
Como representantes do Banrisul, participaram da reunião: Fernando Perez (Negociador), Gaspar Saikoski (Superintendente de RH), Raí Mello e Douglas Bernhard (Jurídico)

> Teletrabalho e ponto eletrônico

> Conselho de Administração, mudanças em programa da Cabergs e alterações na Remuneração Variável dos ONs

 

Fonte: Imprensa SindBancários

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