Conhecer os protocolos de combate ao coronavírus dos bancos e dos governos é fundamental para saber se os gestores estão cumprindo as regras que buscam preservar a vida dos(as) bancários(as). Mais que isso: é preciso conhecer para fiscalizar.

O Sindicato dos Bancários de Santa Cruz do Sul e Região reforça o uso de protocolos obrigatórios: Máscara, Álcool Gel, Distanciamento Social (evitando as aglomerações), Higienização, EPIs, Proteção de grupo de risco, afastamento de casos suspeitos, cuidados no atendimento ao público, atendimento diferenciado para o grupo de risco e ainda informativo visível à população na entrada das agências sobre obrigatoriedade de uso de máscara e uso obrigatório de álcool em gel, que deve estar disponibilizado aos clientes e conferido o uso por alguém destacado.

Em ambas as bandeiras pretas e vermelhas o teto de operação (percentual máximo de trabalhadores presentes ao mesmo tempo, respeitando o teto de ocupação do espaço físico) é 50% nos estabelecimentos Bancários.

* Na bandeira vermelha: Parte dos trabalhadores em Teletrabalho e os demais presencial restrito; no atendimento deverá ser priorizado o Teleatendimento, caso aconteça o presencial, deverá ser restrito.

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* Na bandeira preta: Parte dos trabalhadores em Teletrabalho e os demais presencial restrito; no atendimento deverá  ser priorizado o Teleatendimento e, caso aconteça, somente por agendamento e individualizado. Nota-se que o agendamento é requisito fundamental na bandeira preta.

Havendo qualquer irregularidade, você deve denunciar imediatamente para o Sindibancários, o que pode ser feito através do WhatsApp (51)99146 2720 ou (51)3056 2351. Também através do e-mail: sindibancarios@sindibancarios.org.br. Mantenha o Sindicato informado!

Conheça os protocolos de cada banco:

Banco do Brasil

  • Casos suspeitos: deve procurar imediatamente um médico, de preferência na Cassi, que dispõe de serviço de telemedicina. Em caso de necessidade de afastamento, que será determinada pelo médico, o gestor deve determinar a higienização do ambiente.
  • Casos confirmados: Caso o funcionário tenha trabalhado presencialmente nas últimas 72 duas horas, o expediente deve ser encerrado na hora e a agência higienizada. O funcionário deve permanecer afastado e as horas não trabalhadas, de toda a equipe, abonadas.
  • Casos suspeitos no domicílio: Se o funcionário estiver assintomático, pode continuar trabalhando. Se houver recomendação médica por isolamento, o gestor deve acatar a recomendação e definir o afastamento (trabalho remoto, banco de horas, etc.). Se apresentar sintomas, o funcionário é um caso suspeito.
  • Casos confirmados no domicílio: O funcionário é considerado um caso suspeito. Se assintomático, deve preencher a autodeclaração de saúde e entrar em isolamento social por 14 dias. Se apresentar sintomas, deve procurar atendimento médico imediatamente.Para a funcionária do Banco do Brasil e diretora da Fetrafi-RS, Cristiana Garbinatto, o protocolo do banco é correto, porém tem dois problemas. O problema do protocolo é a higienização, que é feita pela mesma equipe que trabalha na agência e já pode estar contaminada. O segundo é que tem gestor que não cumpre o protocolo até a gente ir lá e pressionar”, explica.

Banrisul

  • Em caso de suspeita, o funcionário não deve ir trabalhar, entrando em contato com seu gestor imediatamente e procurar médico, de preferência buscar um atendimento por telemedicina.
  • Diante de um caso positivo, o que é comprovado por teste, afasta-se o colega ou funcionário infectado do quadro, independentemente se é estagiário(a), profissional da limpeza e vigilante. Toda equipe deve ser testada, a agência fechada até ser sanitizada. A unidade só pode abrir com uma equipe de revezamento e os colegas voltarem ao trabalho após testarem negativo ao coronavírus.
  • Se alguém com quem você mora confirmar Covid-19, não vá trabalhar e entre imediatamente em contato com seu gestor.

“Não consideramos que o protocolo do Banrisul seja o ideal e esse é um tema recorrente em todas as nossas reuniões com o banco. Ainda tínhamos um acordo de que o banco iria adotar as restrições conforme as bandeiras definidas pelo Governo do Estado, mas voltaram atrás e estão observando os decretos municipais “, observa a funcionária do Banrisul e diretora da Fetrafi-RS, Denise Falkenberg Corrêa.

Bradesco

  • Casos suspeitos não devem ir trabalhar, fazendo a comunicação via Viva Bem e ao gestor. Procure atendimento médico, de preferência telemedicina;
  • Se confirmado o caso, a agência deve ser fechada até sanitização. Toda a equipe que teve contato com o funcionário deve ser colocada em quarentena, até serem testados. A agência só pode abrir com outra equipe.
  • Caso haja caso confirmado na família, independente de apresentar sintomas, o funcionário não deve ir trabalhar, entrando em contato com o gestor e Viva Bem.

“O protocolo do Bradesco é bom e não tivemos nenhum surto na nossa região. Mesmo assim, é preciso ter mais agilidade para apurar os casos. Tudo fica sob responsabilidade da matriz do banco, que muitas vezes fica sobrecarregada e demora alguns dias para realizar os procedimentos, que é quando precisamos agir para que os protocolos se cumpram na hora. Também estamos cobrando que o banco suspenda todas as visitas aos clientes e adote as bandeiras do Estado e não as regras de cogestão dos municípios”, explica o funcionário do Bradesco e secretário Geral do SindBancários, Luis Gustavo Vargas Soares.

Caixa

  • Casos suspeitos: Não ir trabalhar. Usar serviço de telemedicina pelo 0800 799 9922 ou liviasaude.com.br
  • Casos confirmados: Fica em Projeto Remoto ou atestado por 14 dias, conforme orientação médica. Agência deve ser sanitizada e todos os empregados que tiveram contato com o colega precisam ser testado. Se tiver sintomas, mesmo que o resultado negativo, deve ficar afastado por 72 horas
  • Casos suspeitos no domicílio: Não ir trabalhar. Usar serviço de telemedicina pelo 0800 799 9922 ou liviasaude.com.br
  • Casos confirmados no domicílio: O emprego fica em Projeto Remoto por 14 dias, sendo necessário apresentar documento comprobatório.

“O protocolo é razoável. Tem medidas, quando a bandeira está preta, por exemplo, que não são previstas. Podemos sempre melhorar e cobrar também o Estado, que tem a responsabilidade de decretar medidas mais restritivas de isolamento social”, analisa a empregada da Caixa e diretora de Políticas Sociais da Fenae, Rachel de Araújo Weber, que lembra da importância dos bancários estarem atentos ao cumprimento das medidas e informarem o seu Sindicato quando algum item não estiver sendo cumprido.

Itaú

  • Casos suspeitos não devem ir trabalhar. Entre em contato com seu gestor e busque atendimento médico, de preferência por telemedicina.
  • Em caso confirmado de Covid-19, cabe ao gestor da unidade entrar em contato com o funcionário para identificar todos os bancários que tiveram contato com o mesmo nas últimas 48 horas ou após o aparecimento de sintomas. Todos estes bancários devem ser colocados em quarentena.
  • Se houver caso confirmado com quem coabita, não ir trabalhar e entrar em contato imediato com o gestor.
  • A agência em que trabalhou o funcionário com Covid-19 deve ser fechada até ser higienizada e só pode ser aberta com bancários que não tiveram contato com o colega infectado.
  • A equipe que teve contato com o colega infectado deve permanecer afastada até a realização de teste. Se positivo, os bancários devem ser afastados por 14 dias. Se negativo, são considerados aptos a voltarem ao trabalho.

“Este protocolo não pode ser considerado suficiente pois o Itaú está relaxando as medidas, já tivemos regras mais rígidas. E o Sindicato também está precisando agir junto a alguns gestores que não cumprem as determinações”, observa o diretor do SindBancários e funcionário do Itaú, Eduardo Munhoz Baptista.

Santander

  • Bancários com suspeita devem procurar orientação médica e não ir trabalhar presencialmente. No Portal RH e APP de Pessoas, deve responder o “Como você Está?” e seguir as orientações médicas.
  • Em casos confirmados, o funcionário deve ficar em isolamento e todos aqueles com quem teve contato devem aguardar em casa, até orientação médica. O banco orienta que o teste só seja feita após convocação médica, para garantir a eficácia e a possibilidade de receber reembolso.
  • O bancário que testou positivo deve enviar um e-mail para a caixa jurídica RH-Gestão Logística Ocupacional com uma cópia do resultado, nome, data e informações do médico, farmacêutico e o código de identificação informado no e-mail de solicitação do teste.
  • Caso haja um caso confirmado de coronavírus em sua casa, não vá trabalhar. Entre em contato com seu gestor.
  • De maneira alguma o funcionário deve voltar ao trabalho enquanto seguir apresentando sintomas do Covid.
  • Reembolsos de testes só valem para testes rápidos solicitados pela área médica. O funcionário também precisa se cadastrar no Portal RH – seção “Como você está?”.

“Quanto aos protocolos adotados pelo Santander, entendo que estão dentro de uma razoabilidade, considerando o triste cenário da pandemia. Pelos colegas, percebemos que os gestores recebem orientação para agirem com mais agilidade e eficácia. Este é um momento que toda a atenção deve ser redobrada”, explica o secretário executivo do SindBancários e funcionário do Santander, Luiz Cassemiro.

Em defesa da vida

A luta por medidas preventivas ao coronavírus começaram ainda em março. No dia 11/3, a Organização Mundial de Saúde (OMS) decretou a Covid-19 como uma pandemia mundial e naquele momento pouco se falava sobre o coronavírus no Brasil. O foco estava nos outros países, mas o Comando Nacional dos Bancários agiu rápido: no dia 12, começou os movimentos para abrir negociações com a Fenaban para tratar do vírus.

No dia 16, os bancários instalavam, junto com a Fenaban, um Comitê de Crise. Naquele momento, os bancários já reuniam informações sobre protocolos internacionais e iniciavam as tratativas por medidas protetivas em diversas frentes. Mas o número de casos ainda era pequeno, de forma que os bancos não queriam mudar nada no que diz respeito ao atendimento.

Em consonância com as recomendações da OMS, os Sindicatos buscaram colocar o máximo de bancários em homeoffice, principalmente aqueles do grupo de risco, cuja mortalidade chega a ser 10 vezes maior quando comparado com a população em geral, e fazer com que os bancos adotassem medidas protetivas para os bancários que continuassem atendendo presencialmente a população.

Protocolos Estadual e Municipais

Cabe lembrar que, além dos protocolos próprios de cada banco, ainda há os protocolos Estadual e Municipais. O que precisa ficar claro é que os bancos precisam obedecer as restrições que forem mais rígidas. Ou seja: caso haja um decreto fechando as agências bancárias, os bancos precisam acatar os decretos municipal e Estadual.

O Governo do RS trabalha por um sistema de regiões e bandeiras, classificadas em quatro cores, sendo que na preta os estabelecimentos estão impedidos de abrir. O problema é que o Estado permite um sistema de “cogestão”, em que as prefeituras podem adotar restrições em uma bandeira anterior àquela estabelecida. Ou seja: independente da gravidade da pandemia, não alcançarão bandeira preta.

Porém, se adotadas as regras da bandeira preta, os bancos não podem atender de portas abertas, somente por agendamento. Não podem haver filas nas agências e só podem receber um cliente por funcionário, de forma que as equipes precisam ser reduzidas em 50%.

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Assessoria de Imprensa do Sindibancários com informações da Imprensa/SindBancários POA

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